Rosana Rosário no PPGARTES - ICA/UFPA

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012



LANÇAMENTO DO LIVRO: Desdobramento das linguagens artísticas: diálogos interartes na contemporaneidade


texto apresentado na disciplina Literatura, Cinema e outras Artes ministrada pelos professores Bene Martins e Joel Cardoso e transformado em livro

PINA: uma análise da dança-teatro de Pina Bausch retratada no cinema
Rosana Lobo Rosário[1]
Marina Alves Mota[2]

RESUMO: Este artigo tem como objetivo analisar o filme Pina (2011), de Wim Wenders, a partir do universo experimental e poético da dança-teatro de Pina Bausch, que desde 1973, quando assumiu a direção do Balé do Teatro de Wuppertal, se destacou como líder de uma corrente artística de nosso século: o tanztheater, ou dança-teatro. Para tal, serão abordadas as principais características dos trabalhos coreográficos de Pina, bem como os aspectos cinematográficos utilizados pelo diretor Wim Wenders na produção desse filme.


[1] Mestranda em Artes – ICA/UFPA
[2] Mestranda em Artes – ICA/UFPA

sábado, 8 de dezembro de 2012

Madrugadas

E mais uma madrugada em claro se faz necessário para a construção da dissertação.
Mas, por ora, percebo que este trabalho não é conclusivo, e muito ainda deve ser escrito, vivenciado, experimentado e refletido. Este trabalho é fruto da minha atuação como pesquisadora e docente e que não se esgota com a finalização desta pesquisa. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

[...] Não podemos aceitar técnicas prontas, porque na verdade as técnicas de dança nunca estão prontas: têm uma forma, mas no seu interior há espaço para o movimento único, para as contribuições individuais, que mudam com o tempo. Essas técnicas continuarão existindo enquanto existir a dança, enquanto existirem bailarinos. Taglioni e Pavlova não reconheceriam o balé clássico que se dança hoje em dia – que, na essência, é o mesmo balé clássico de outros tempos. O balé clássico não é dessa ou daquela forma: ele está em movimento e continuará existindo enquanto fizer parte do mundo em que vivemos. A evolução está em todo lugar e a dança não escapa dessa lei. (VIANNA, 2005, p. 82).



A experiência prática como professora e bailarina, associada às discussões realizadas com os alunos e colegas, que atuam na área em torno das práticas e técnicas corporais aplicadas no ensino e aprendizagem em dança, despertaram como ainda despertam o meu interesse no estudo das abordagens corporais e suas relações com a arte, dança e educação. Ao pensar em técnica como um caminho e processo de investigação, como esclarece Vianna (2005) na citação à cima, as técnicas não se fecham em si, ou seja, elas não se apresentam de formas cristalizadas, mas estão em constantes transformações.