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Não podemos aceitar técnicas prontas, porque na verdade as técnicas de dança
nunca estão prontas: têm uma forma, mas no seu interior há espaço para o
movimento único, para as contribuições individuais, que mudam com o tempo.
Essas técnicas continuarão existindo enquanto existir a dança, enquanto
existirem bailarinos. Taglioni e Pavlova não reconheceriam o balé clássico que
se dança hoje em dia – que, na essência, é o mesmo balé clássico de outros
tempos. O balé clássico não é dessa ou daquela forma: ele está em movimento e
continuará existindo enquanto fizer parte do mundo em que vivemos. A evolução
está em todo lugar e a dança não escapa dessa lei. (VIANNA, 2005, p. 82).
A experiência prática
como professora e bailarina, associada às discussões realizadas com os alunos e
colegas, que atuam na área em torno das práticas e técnicas corporais aplicadas
no ensino e aprendizagem em dança, despertaram como ainda despertam o meu
interesse no estudo das abordagens corporais e suas relações com a arte, dança
e educação. Ao pensar em técnica como um caminho e processo de investigação,
como esclarece Vianna (2005) na citação à cima, as técnicas não se fecham em
si, ou seja, elas não se apresentam de formas cristalizadas, mas estão em constantes
transformações.
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