Rosana Rosário no PPGARTES - ICA/UFPA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

[...] Não podemos aceitar técnicas prontas, porque na verdade as técnicas de dança nunca estão prontas: têm uma forma, mas no seu interior há espaço para o movimento único, para as contribuições individuais, que mudam com o tempo. Essas técnicas continuarão existindo enquanto existir a dança, enquanto existirem bailarinos. Taglioni e Pavlova não reconheceriam o balé clássico que se dança hoje em dia – que, na essência, é o mesmo balé clássico de outros tempos. O balé clássico não é dessa ou daquela forma: ele está em movimento e continuará existindo enquanto fizer parte do mundo em que vivemos. A evolução está em todo lugar e a dança não escapa dessa lei. (VIANNA, 2005, p. 82).



A experiência prática como professora e bailarina, associada às discussões realizadas com os alunos e colegas, que atuam na área em torno das práticas e técnicas corporais aplicadas no ensino e aprendizagem em dança, despertaram como ainda despertam o meu interesse no estudo das abordagens corporais e suas relações com a arte, dança e educação. Ao pensar em técnica como um caminho e processo de investigação, como esclarece Vianna (2005) na citação à cima, as técnicas não se fecham em si, ou seja, elas não se apresentam de formas cristalizadas, mas estão em constantes transformações.


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